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Hanseníase: o que você precisa saber sobre a doença que ainda afeta milhares de brasileiros

Dia Mundial de Combate e Prevenção da HanseníaseA hanseníase é considerada um importante problema de saúde pública no Brasil devido à sua elevada carga, sendo de notificação compulsória e investigação obrigatória. O Brasil ocupa a segunda posição no mundo entre os países que mais registram casos novos da doença, ficando atrás, apenas, da Índia.

Neste 25 de janeiro, Dia Mundial de Combate e Prevenção da Hanseníase, a Associação Eunice Weaver do Paraná (AEW-PR) apresenta informações importantes que você precisa saber a respeito da enfermidade. A mais importante: a doença tem cura.

1. Sinais e sintomas da hanseníase
A hanseníase é causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que é transmitida por meio de gotículas de saliva eliminadas na fala, em espirros ou tosse. É uma doença infecciosa, transmissível e de evolução crônica, que atinge principalmente os nervos periféricos, a pele e as mucosas. A infecção pode causar lesões neurais e danos irreversíveis.

O contágio pode ocorrer por causa da convivência prolongada com alguma pessoa que tenha a doença e que não esteja fazendo tratamento — isso porque o paciente para de transmitir a doença após começar a tratar-se.

Os principais sinais e sintomas da hanseníase são as lesões na pele, em formato de caroços e manchas. Essas manchas normalmente são brancas e amortecidas, com falta de sensibilidade à dor e ao calor. Os caroços, por sua vez, podem aparecer em qualquer lugar do corpo, como nos braços, nas pernas e nas costas, e não apresentam nenhum sintoma, não coçam nem doem.

2. Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico da hanseníase é clínico e pode ser realizado, por exemplo, em unidades básicas de saúde. A identificação da doença começa por suspeita clínica, com a análise da lesão de pele que apresenta alteração de sensibilidade. Primeiramente, é verificado se o paciente tem mudança na percepção do calor. Além disso, é analisado se ele consegue perceber a dor ou uma pressão no local da mancha. Quando necessários, exames complementares que podem contribuir para o diagnóstico são solicitados pelo médico, como a baciloscopia e a biópsia de pele.

É preciso estar atento aos seus sinais e sintomas, para que o diagnóstico seja feito em seu estágio inicial e seja evitado o aparecimento de sequelas e incapacidades.

3. Como é conduzido o tratamento
Há dois tipos de hanseníase: paucibacilar e multibacilar. Na forma paucibacilar, o paciente tem menos lesões cutâneas, com poucos ou sem bacilos identificados. Já na forma multibacilar, o paciente apresenta várias lesões, com muitos bacilos identificados.

O tratamento da doença é feito com a poliquimioterapia única, que é uma combinação de dois antibióticos — a rifampicina e a dapsona — e um anti-inflamatório — a clofazimina. Os remédios são fornecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e o tratamento pode durar de seis meses — no caso da hanseníase paucibacilar — a 12 meses — para pacientes com hanseníase na forma multibacilar.

4. A hanseníase em crianças e adolescentes
A maior parte dos casos de hanseníase é identificada entre adultos. Mas a doença também pode atingir crianças e adolescentes. Quando isso acontece, surge um alerta importante: se um menino ou menina com menos de 15 anos tem hanseníase, normalmente é porque um adulto doente está transmitindo a doença — já que o contágio acontece por causa da convivência prolongada com um adulto que tem a enfermidade e não está fazendo tratamento.

Nas crianças, as formas de hanseníase tendem a ser mais brandas. Mas, às vezes, podem evoluir para alterações neurológicas se elas não fizerem o tratamento. Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental.

5. Estigma e preconceito
A hanseníase ainda é marcada pelo estigma e pelo preconceito. Para combater esse desafio enfrentado pelos pacientes que têm a doença, o caminho é a conscientização da população. Também é importante que o paciente receba apoio — o que precisa começar em casa, com auxílio dos próprios familiares. Infelizmente, muitas vezes, os próprios familiares se afastam quando é feito o diagnóstico da doença.

As informações são do Ministério da Saúde; da médica Nadia Almeida, responsável pelo Serviço de Dermatologia do Hospital Pequeno Príncipe; e da médica Flávia Costa Prevedello, do Serviço de Dermatologia do Pequeno Príncipe.

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