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Especialistas discutem desafios e estratégias de enfrentamento da hanseníase no Paraná

Dia Estadual para Conscientização, Mobilização e Combate à Hanseníase

Fotos: Divulgação/Sesa

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) promoveu, nesta semana, em Curitiba, o IV Simpósio de Hansenologia do Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná (HDSPR). O evento reuniu especialistas, profissionais de saúde, pesquisadores e equipes multiprofissionais na data que lembra o Dia Estadual para Conscientização, Mobilização e Combate à Hanseníase.

O objetivo do simpósio é discutir os avanços, desafios, estratégias de enfrentamento da hanseníase e reforçar a importância do diagnóstico precoce e do cuidado integral aos pacientes. Além disso, celebrou a trajetória histórica do Hospital de Dermatologia, referência estadual no atendimento especializado e acompanhamento de pessoas acometidas pela doença.

Com o tema “Raízes do cuidado — A Jornada Centenária do Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná”, a programação abordou temas ligados à vigilância, atenção primária, suporte psicológico, teleconsultoria, avaliação de contatos e produção científica sobre a hanseníase.

Entre os destaques esteve a apresentação do Plano Estratégico de Enfrentamento à Hanseníase no Paraná 2025–2030, conduzida pela diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes. “Iniciativas como o simpósio são fundamentais para fortalecer a qualificação das equipes de saúde, ampliar a capacidade de identificação precoce dos casos e reduzir o estigma historicamente associado à doença”, afirmou.

Dia Estadual para Conscientização, Mobilização e Combate à HanseníaseO evento contou ainda com palestras sobre o cenário nacional da hanseníase e os avanços e desafios no Brasil, além de debates clínicos com especialistas do Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná, do Ministério da Saúde e da Universidade Federal do Paraná (UFPR), entre outras instituições.

Sobre a hanseníase

A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos. Embora tenha tratamento e cura, o diagnóstico tardio ainda representa um desafio e pode causar incapacidades físicas permanentes, além de impactos sociais e emocionais.

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil está em primeiro lugar no mundo em incidência da hanseníase e em segundo lugar em número absoluto de casos, atrás, apenas, da Índia, que tem mais de 1,3 bilhão de habitantes.

De acordo com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), em 2025 foram diagnosticados 421 casos novos da doença no Paraná. Somando as pessoas que contraíram a enfermidade nos últimos três anos, 820 pacientes estão atualmente em tratamento, sendo acompanhados por serviços de saúde.

O Estado conta com o Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná, localizado em Piraquara, município da Região Metropolitana de Curitiba. A instituição de saúde foi inaugurada em 1926, com o intuito de atender exclusivamente pessoas com hanseníase. Hoje, sob gestão da Fundação Estatal de Atenção em Saúde (Funeas), é referência estadual no tratamento da hanseníase e tem oferta de outros serviços especializados.

Fonte: Agência Estadual de Notícias

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