
Hanseníase: o controle da doença começa com o fim do preconceito!
O folder traz informações importantes sobre hanseníase, como o que ela é, o que ela faz e o seu tratamento.

Imagens geradas por IA/Wynitow Butenas
Ao completar 20 anos, a Campanha Pra Toda Vida — A Violência Não Pode Marcar o Futuro das Crianças e Adolescentes, do Hospital Pequeno Príncipe e que conta com o apoio da Associação Eunice Weaver do Paraná (AEW-PR), ganha ainda mais relevância diante de um cenário que se repete ano após ano em todo o país: a violência contra crianças é precoce, recorrente, e, na maioria dos casos, acontece dentro de casa. Ao longo de duas décadas, já são mais de dez mil casos atendidos, um volume que não apenas revela a dimensão do problema, mas permite identificar padrões consistentes.
Somente em 2025, o Hospital registrou 637 atendimentos de bebês, crianças e adolescentes com suspeita de maus-tratos e abusos. A análise desses atendimentos mostra que a violência sexual segue como principal ocorrência, presente em 64% das situações, e atinge majoritariamente crianças na primeira infância: 67% das vítimas tinham até 6 anos, sendo que uma em cada três tinha até 3 anos. Ao mesmo tempo, 72% das agressões ocorrem no ambiente doméstico, e 24% dos registros apresentam recorrência — indicando que a violência, muitas vezes, não é um episódio isolado, e sim um ciclo que se repete ao longo do tempo.
O desenvolvimento infantil exige um ambiente que ofereça alimentação adequada, espaço para repouso, segurança, proteção, afeto e oportunidades de interação. Contudo, em ambientes marcados pela violência, a situação se inverte. “Seja a violência direta contra a criança, como agressões físicas, verbais ou sexuais, ou a violência entre familiares, como agressões verbais entre os pais ou a presença de violência doméstica, a criança se encontra em um ambiente que não proporciona as condições necessárias para seu desenvolvimento pleno”, explica o psicólogo e coordenador do curso de Psicologia da Faculdades Pequeno Príncipe, Bruno Jardini Mäder.
A ciência já demonstra que a violência na primeira infância não é apenas um evento pontual. De acordo com o Center on the Developing Child, da Universidade de Harvard, situações de abuso, negligência ou violência geram o chamado “estresse tóxico”, que pode alterar a arquitetura do cérebro em formação, prejudicando funções essenciais como memória, aprendizagem e controle emocional.
A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que a violência na infância está associada a prejuízos no desenvolvimento cognitivo, dificuldades escolares e maior probabilidade de problemas de saúde mental ao longo da vida.
“A violência sofrida na primeira infância pode ter impacto profundo e duradouro no desenvolvimento da criança, porque esse é um período de intensa maturação cerebral. Por isso, proteger a criança nos primeiros anos é uma medida essencial de promoção de saúde e desenvolvimento”, avalia o neuropediatra Anderson Nitsche, do Hospital Pequeno Príncipe.
Na prática, isso significa que a violência não termina quando o episódio acaba. Ela pode comprometer o crescimento e a saúde emocional da criança e perpetuar ciclos de vulnerabilidade na vida adulta.
Esse conjunto de evidências aponta para um cenário complexo: a violência é, ao mesmo tempo, íntima, silenciosa e difícil de ser identificada, especialmente porque atinge vítimas que ainda não conseguem compreender ou relatar o que vivem. Por isso, o enfrentamento passa necessariamente pelo olhar atento de adultos e pela atuação qualificada da rede de proteção.
Assim, uma das frentes da iniciativa é fortalecer a capacidade de adultos reconhecerem sinais de alerta e compreenderem que a denúncia é o primeiro passo para interromper o ciclo de agressão. Para isso, identificar mudanças de comportamento pode ser decisivo.

Muitas vezes, as crianças não conseguem verbalizar o que estão vivendo. Por isso, é essencial estar atento a sinais físicos, comportamentais e emocionais.
⚠️ Mudanças comportamentais e emocionais
⚠️ Alterações físicas e de saúde
⚠️ Sinais no ambiente digital
É fundamental agir com sensibilidade, cuidado e responsabilidade.

A denúncia é o primeiro passo para interromper a violência — e pode ser feita de forma anônima por meio dos canais a seguir.
Acesse os conteúdos da Campanha Pra Toda Vida e saiba como agir.
Fonte: Hospital Pequeno Príncipe

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