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Domingo de reencontros e muita emoção na AEW-PR

almoco_confraternizacao_30_11_2014 (114)Com 63 anos de atividades ininterruptas, a Associação Eunice Weaver do Paraná (AEW-PR) promoveu um evento emocionante neste domingo (30/11). Um almoço de confraternização reuniu diferentes gerações de filhos sadios de hansenianos atendidos na instituição em diferentes épocas.

Alexandre Rosa, 58, por exemplo, viveu no então abrigo dos 6 aos 15 anos. “Maravilha! Não tenho palavras. Estou vendo pessoas que jamais imaginava ver de volta. Deviam ocorrer sempre estes encontros. Nós sofremos, sorrimos juntos e revê-los é maravilhoso. Aqui reencontrei meu irmão, fazia 20 anos que não o via. É coisa de Deus, foi ele que encaminhou para que tudo acontecesse”, observa.

almoco_confraternizacao_30_11_2014 (129)A AEW-PR tem a política de reunir pelo menos duas vezes ao ano antigos moradores do abrigo, que funcionou entre as décadas de 60 e 80. “Deve sair em breve uma lei que vai beneficiar essas pessoas que foram afastadas de suas famílias por conta da hanseníase. Reuni-los é uma forma de auxiliá-los a se organizar em busca desse possível benefício”, resalta Ety Cristina Forte Carneiro, presidente da entidade. Em 2014, a AEW realizou algumas ações como a participação no 13.º Congresso Nacional de Hansenologia, um projeto da Faculdades Pequeno Príncipe em Paranaguá e a promoção da exibição do documentário ‘Santa Teresa’ em parceria com a Fundação Cultural de Curitiba.

Para Maria Aparecida da Costa Moreira, 53, a participação na festa tamalmoco_confraternizacao_30_11_2014 (58)bém é sinônimo de superação. Pouco mais de 48 horas antes do evento, ela passou por um procedimento de angioplastia e precisou, inclusive, permanecer na UTI. “Pedi ao médico alta antes, pois não queria perder a reunião por nada. Essa é a nossa primeira família. Nossas raízes estão aqui”, comentou.

O encontro foi uma celebração da vida, acompanhada de um delicioso barreado, chocolate e presentes de Natal para para as crianças. “Ver meus amigos e todos é muito 10. Vem tanta lembrança, boas e ruins, mas vale a pena. Me emociona muito rever os amigos, são memórias de um passado, fisionomias que não se apagam da memória”, finaliza Carmem Suely da Silva Pamplona, 54 anos.

 

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