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Sarampo? Hanseníase? Parecem simples, mas precisamos estar atentos a essas doenças

Crédito da foto: Agência Brasil

Você já deve ter ouvido falar em sarampo, coqueluche, sífilis ou caxumba. Pode ser até que já tenha pego alguma dessas doenças e tenha se curado. Mas engana-se quem acha que são enfermidades simples, livres de qualquer perigo – elas podem, até mesmo, levar à morte. O Viver Bem, do portal UOL, fez uma lista de doenças que parecem estar controladas, mas para as quais a população ainda precisa estar atenta.

Sarampo
O sarampo é provocado por vírus e costuma ser uma doença benigna, que causa febre e manchas na pele, mas que, em alguns dias, desaparecem. No entanto, em alguns casos, pode causar complicações sérias, como pneumonias e encefalites, e, até mesmo, levar a sequelas e à morte, principalmente em crianças mais novas com problemas de má nutrição. Existe uma vacina muito eficaz contra o sarampo. Em 2016, o Brasil chegou a receber o certificado de país livre da doença. Mas, por causa da queda na cobertura vacinal, o país voltou a registrar casos.

Tuberculose
O Brasil está entre os países com o maior número de casos de tuberculose no mundo. Em média, cerca de 4,5 mil pessoas morrem anualmente por causa da enfermidade no país. A doença é transmitida entre pessoas por secreções respiratórias. Normalmente, atinge os pulmões (tuberculose pulmonar), mas existem formas extrapulmonares da enfermidade, como a óssea e a pleural.

A vacina contra a tuberculose é a BCG, que está no calendário vacinal do Ministério da Saúde e é elemento importante na prevenção da doença. Além disso, o tratamento é realizado exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e é feito com antibióticos, com duração de seis meses. O grande problema é que muitos pacientes abandonam o tratamento antes de concluí-lo, assim que percebem melhora nos sintomas. Com isso, algumas linhagens do bacilo causador da doença acabam tornando-se resistentes aos antibióticos.

Sífilis
Atualmente, a sífilis tem estado presente em níveis epidêmicos em vários países do mundo. É uma doença causada por bactéria e transmitida por meio de relação sexual sem proteção. O tratamento é feito à base de antibióticos. Testes rápidos para sífilis estão disponíveis nas unidades básicas de saúde do SUS. Entre 2010 e 2018, o Brasil passou a registrar de 2,1 para 75,8 casos novos a cada 100 mil habitantes. A sífilis pode se disseminar pelo corpo com formas mais graves, e ameaça também bebês, quando suas mães adoecem durante a gravidez. Isso pode provocar a morte ou malformações importantes nesses recém-nascidos.

Caxumba
A caxumba é uma doença causada por um vírus que atinge principalmente as glândulas parótidas – localizadas abaixo da mandíbula e responsáveis pela produção de saliva –, que ficam inchadas e doloridas. Por existir vacina disponível na rede pública de saúde, a doença se tornou menos comum. No entanto, como não é tão grave, a cobertura vacinal é menor. Por isso, às vezes ocorrem surtos de caxumba, principalmente entre adolescentes e jovens que não foram vacinados quando eram crianças.

Poliomielite
A poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, é uma doença causada por um vírus que provoca inflamação do sistema nervoso, especialmente da medula espinhal. No Brasil, a vacina está amplamente disponível no serviço público de saúde, por meio do SUS. No mundo, já houve surtos da enfermidade por causa de falhas na cobertura vacinal.

Hanseníase
A hanseníase é uma doença causada por uma bactéria (Mycobacterium leprae) e atinge principalmente a pele e os nervos periféricos. O tratamento é feito com antibióticos, dura pelo menos seis meses e é realizado exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde. A enfermidade pode provocar lesões incapacitantes pelo comprometimento dos nervos periféricos.

O Brasil é o segundo país do mundo em incidência de casos novos, tendo registrado 28 mil notificações em 2018. A taxa de detecção da hanseníase vinha apresentando redução no país, mas voltou a subir desde 2016.

Coqueluche
É uma doença infecciosa causada por uma bactéria que atinge o sistema respiratório, provocando tosse seca e constante. A coqueluche é transmitida por secreções respiratórias e o seu tratamento é feito com antibióticos. Crianças com sintomas severos podem precisar de internação hospitalar, pois há riscos de complicações. Como existe vacinação, a enfermidade é pouco frequente.

Fontes: Rodrigo Lima, médico de família e comunidade e diretor de exercício profissional da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, e André Ribas, médico epidemiologista da Faculdade São Leopoldo Mandic (SP)

Fonte: Viver Bem/UOL