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Em tempos de pandemia, SBH reforça a necessidade de conscientização sobre a hanseníase

O mascote da campanha da SBH: conscientização sobre a hanseníase. Foto: Divulgação

Desde 2015, a Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH) promove a campanha “Todos Contra a Hanseníase”. A ação de conscientização é fundamental, pois o Brasil ocupa o segundo lugar mundial em número de casos da doença, perdendo apenas para a Índia.  Na última década, foram registrados cerca de 30 mil casos novos por ano, segundo o Ministério da Saúde.

O pico da doença no território brasileiro foi observado em 2003, com 51.941 casos. Por isso, em 2016, o Ministério da Saúde oficializou o mês de janeiro como data para trabalhos em torno do tema e consolidou a cor roxa para campanhas educativas sobre a doença no país.

Desde o início da pandemia do coronavírus (COVID-19), o Brasil passou a sofrer desabastecimento de medicamentos e a SBH tem discutido com autoridades brasileiras e organismos internacionais sobre o problema para evitar que pacientes em tratamento e novos diagnosticados fiquem sem os remédios necessários. O alerta é fundamental, pois acredita-se que exista uma endemia oculta de hanseníase no país – em outras palavras, o número de casos pode ser de 3 a 5 vezes maior.

A doença tem cura e tratamento é gratuito – a medicação é doada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) ao Brasil. Ainda assim, o país diagnostica tardiamente a hanseníase, depois que o paciente já convive com o problema por anos e apresenta sequelas irreversíveis e incapacitantes.

Histórico
Antigamente conhecida como lepra, o Brasil adotou o termo hanseníase na tentativa de minimizar o estigma contra pessoas afetadas pela doença e também seus familiares. Em tratamento, o paciente deixa de transmiti-la.

A hanseníase é uma doença infectocontagiosa causada por uma bactéria (Mycobacterium leprae), que apresenta características peculiares. Uma delas é que todos os brasileiros, por morarem em um país endêmico, têm contato com ela ao longo da vida

A hanseníase pode provocar manchas esbranquiçadas ou avermelhadas na pele, diminuição ou perda de sensibilidade, pois o bacilo ataca os nervos e é comum o paciente se machucar e não sentir. O diagnóstico é clínico. O Brasil passou a ocupar, recentemente, o 1º lugar em taxa de detecção da doença.

Fonte: revista Revide