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Instituições vão apoiar a luta pelo fim da discriminação relacionada à hanseníase

O Apelo Global 2014 para acabar com o estigma e a discriminação contra pessoas com hanseníase foi lançado em Jacarta, Indonésia, no último dia 27. Ele conta com o apoio de instituições nacionais de direitos humanos de 39 países e regiões.

A Índia, o Brasil e a Indonésia – que juntos contribuem para a maioria dos casos da doença do mundo – estavam entre esses órgãos de direitos humanos. “Defendemos o direito das pessoas com hanseníase de viver com dignidade e sem discriminação. Oferecemos nosso apoio para ajudar a derrubar as barreiras restantes de estigma e preconceito que essas pessoas enfrentam”, declararam representantes desses países.

Inaugurado em 2006, o Apelo Global anual é uma iniciativa de Yohei Sasakawa, presidente da Nippon Foundation e embaixador da Boa Vontade da OMS para eliminação da hanseníase. “É muito triste que, até hoje, quando a enfermidade pode ser totalmente curada, grandes estigmas e preconceito social existam entre a sociedade e as pessoas afetadas pela doença”, disse ele a cerca de 250 pessoas presentes na cerimônia de lançamento.

Líderes religiosos, educadores e profissionais das áreas médica e jurídica estão entre as pessoas que apoiaram os apelos anteriores, e Sasakawa esperava que o apoio das organizações de direitos humanos acelerasse os esforços para resolver o problema. “Essas são as organizações que podem investigar as várias violações aos direitos humanos que as pessoas com hanseníase enfrentam, além de tomar as medidas necessárias, como fazer recomendações aos governos”, afirmou.

Ao representar a Comissão Nacional de Direitos Humanos da Indonésia, Dianto Bachriadi disse que, além do governo, todo o país deve participar da solução, “inclusive líderes religiosos e figuras públicas”. Justice K.G. Balakrishnan, presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da Índia, falou sobre a necessidade de “uma mudança geral na percepção social” para estimular o respeito aos direitos das pessoas afetadas pela doença.

Ao falar como alguém que contemplou o suicídio após enfrentar uma discriminação grave, Muhammad Amin Rafi afirmou: “Tudo o que queremos é que nos tratem como seres humanos e que a comunidade nos aceite sem distinção”.

Sobre a hanseníase
Cerca de 230 mil pessoas são diagnosticadas com hanseníase a cada ano. Se não for tratada, a doença pode levar a danos permanentes nos nervos e à incapacidade. Para as pessoas afetadas, o estigma da doença limita as oportunidades de educação, emprego e casamento, além de restringir o acesso aos serviços públicos.

Fonte: DCI