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Importante: sequelas de hanseníase não aumentam risco de contrair a COVID-19

Crédito da foto: Karime Xavier/Folhapress

O jornal Folha de S.Paulo recebeu a seguinte dúvida de um leitor: “uma pessoa que tem sequelas de hanseníase é grupo de risco para COVID-19? Nessas condições, tomando gabapentina e oxcarbazepina, o risco aumenta?”. De acordo com a dermatologista do Ambulatório Souza Araújo, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Anna Maria Salles, as sequelas da doença são, em geral, nos nervos periféricos e na pele, como dificuldades motoras e cicatrizes.

Mas, segundo a médica do Ambulatório – que é um centro de referência em estudo e atendimento de pacientes com hanseníase –, essas sequelas não interferem no sistema imunológico. Portanto, não aumentam o risco de contrair a COVID-19, afirma a dermatologista.

Quando a sequela é no nervo, pode causar uma dor crônica, persistente, que é tratada com medicações específicas, entre elas a gabapentina e a oxcarbazepina. “Estas medicações são direcionadas para tratar a função neurológica e não têm nenhuma ação na resposta imunológica, não apresentando também risco se usadas por pacientes neste momento de pandemia”, explica a neurologista Márcia Jardim Rodrigues, também do Ambulatório Souza Araújo, do IOC.

É importante ressaltar que dúvidas específicas devem ser esclarecidas com um médico de sua confiança.

Fonte: Folha de S.Paulo