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Homem de 58 anos desenvolve hanseníase 30 anos após ter contato com um tatu

Três décadas após ter entrado em contato com tatus, homem de 58 anos desenvolveu hanseníase (Crédito da foto: BMJ Case Reports)

Um homem de 58 anos foi diagnosticado com hanseníase 30 anos após ter entrado em contato com o agente transmissor da doença, um tatu. A infecção se dá pela bactéria Mycobacterium leprae, comum em animais selvagens. Há três décadas, o paciente, que vive nos Estados Unidos, caçava tatus utilizados em pesquisas científicas – e provavelmente foi contaminado naquela época.

Em um relatório (clique aqui e confira o material em inglês), os médicos que analisaram o caso afirmam que a hanseníase é difícil de ser diagnosticada cedo. Isso porque a bactéria causadora da enfermidade pode ficar incubada de oito a 12 anos até que os primeiros sintomas apareçam. Sem contar que não existe um teste capaz de identificar a infecção antes que ela se manifeste.

Os sintomas da hanseníase incluem manchas claras ou vermelhas na pele com diminuição da sensibilidade, dormência e fraqueza nas mãos e nos pés. Também são comuns feridas no nariz e ressecamento dos olhos. O tratamento é feito com antibióticos e dura de seis meses a um ano. Casos não tratados podem se agravar, já que há risco de as manchas na pele virarem feridas e, até mesmo, de ocorrer necrose de tecidos.

Em algumas regiões do Brasil, a caça e o consumo de tatus é comum, o que é perigoso, pois os animais são agentes transmissores da bactéria que causa a hanseníase (Crédito da foto: Wikimedia Commons)

De acordo com as autoridades norte-americanas, a hanseníase é incomum no país e são identificados cerca de 200 casos da doença por ano. Mas existem regiões endêmicas da enfermidade. “No Sul dos Estados Unidos, o Mycobacterium leprae pode ser transmitido por tatus que liberam os bacilos no meio ambiente a partir de secreções corporais. As bactérias são capazes de sobreviver por até oito meses no ambiente”, afirmaram os médicos que acompanharam o paciente.

Hanseníase no Brasil
O Brasil ocupa a segunda posição no ranking mundial de países que mais registram casos novos de hanseníase por ano, segundo o Ministério da Saúde. O país perde apenas para a Índia. Somente em 2016, foram registrados 25,2 mil casos da doença no Brasil, 11,6% do total global naquele ano. A boa notícia é que esse número vem caindo – em 2007, os pacientes somavam 40,1 mil.


Fonte:
Galileu