Notícias >

Confira informações sobre a isenção de Imposto de Renda para aposentados e pensionistas

*Por Alexandre Triches, advogado e professor universitário

Crédito da imagem: Portal Contábeis

Muitos aposentados e pensionistas desconhecem que a legislação garante a isenção do Imposto de Renda relativos à aposentadoria e à pensão, inclusive complementações de previdências privadas para pessoas com doenças graves. A isenção do Imposto de Renda em favor dos inativos que têm moléstias graves tem como objetivo diminuir o sacrifício do aposentado, aliviando os encargos financeiros relativos ao tratamento médico.

As doenças previstas na lei são: tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira (inclusive monocular), hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids), hepatopatia grave e fibrose cística.

Para fazer jus à isenção, o aposentado e o pensionista devem comprovar o diagnóstico das doenças elencadas na lei ou outra enfermidade considerada grave ou crônica. As doenças crônicas são aquelas que não são curadas em tempo curto e que põem em risco a vida da pessoa. As doenças graves são patologias de prolongada e permanente evolução, muitas vezes sem cura, com comprometimento da funcionalidade da pessoa.

Muitas são as formas de comprovar o direito à isenção, dentre elas: atestados médicos, boletins de internação, receituários, bem como prova pericial e testemunhal. A interpretação literal da lista de doenças não deve ocorrer, necessitando sempre ser analisada a gravidade e também a cronicidade da enfermidade diagnosticada. Por isso, é muito importante a apresentação de provas. No caso de algumas doenças específicas como a neoplasia maligna, a comprovação da cronicidade inclusive pode permitir a garantia de isenção independentemente do estágio ou dos sintomas da doença.

Com relação ao laudo, não se exige a demonstração da contemporaneidade dos sintomas, a indicação de validade do laudo pericial ou a comprovação de recidiva da enfermidade. Até mesmo porque a isenção tem cabimento a partir do momento em que for comprovada a moléstia, independentemente de ter havido requerimento expresso ou comprovação perante junta médica oficial.

Todas as provas são válidas para comprovar o direito à isenção do Imposto de Renda. A legislação não pode restringir o direito do aposentado e do pensionista de comprovar que a doença que lhe acomete prejudica a sua funcionalidade, no curto e longo prazo, e enquadra-se justamente naquele que é o objetivo da lei: diminuir as dificuldades oriundas da doença e de seu tratamento médico.

Fonte: Administradores.com