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Brasil pode ter de 3 a 5 vezes mais casos de hanseníase do que diz OMS

“A hanseníase continua a ser uma doença negligenciada, com o maior número de casos na Índia, no Brasil e na Indonésia”, alertou o Alto Comissariado da United Nations Human Rights em um documento divulgado no domingo, dia 28. De acordo com o manifesto, falta diagnóstico e acesso a um tratamento de qualidade.

Segundo especialistas, os números oficiais da doença ainda estão desatualizados. Em um artigo publicado na última sexta-feira, dia 26, na revista The Lancet Infectious Diseases, hansenologistas ligados à Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH) afirmaram que 530 milhões de pessoas moram em países ‘em desenvolvimento’, região que a OMS apresenta como ‘sem registro’ de casos de hanseníase desde 2016.

Entretanto, de acordo com a SBH, o Brasil continua com alto índice de diagnósticos de hanseníase e o número real em território nacional pode ser de 3 a 5 vezes maior que os dados oficiais.

Diagnóstico precoce é essencial

Como a doença demora para aparecer, é difícil fazer seu diagnóstico precocemente e evitar que as bactérias continuem se espalhando pelo ar. “Para se ter uma ideia da sua importância, a partir de 48 horas de tratamento a doença perde seu potencial de transmissão”, diz Frade.

A hanseníase tem cura e o tratamento é à base de antibióticos, que pode durar de seis a 12 meses, dependendo da quantidade de bacilos presentes no paciente. “A vacina BCG também é importante. Por mais que ela não garanta a prevenção, oferece uma certa proteção para que a doença não se torne algo mais grave.”

Fonte: Viva Bem – UOL